O Morro dos Ventos Uivantes – Emily Brontë

O Morro dos Ventos Uivantes foi o primeiro grande romance que li, tanto em questão de número de páginas, como na questão de clássico da literatura. Foi, acredito, o primeiro livro com mais de 100 páginas que li. Não lembro muito dessa primeira leitura aos 13 anos, então, nada como começar 2021 relendo esse clássico em uma linda edição pela editora Darkside.

O enredo

A história se desenrola em uma pequena cidade no interior da Inglaterra, Yorkshire. O recém-chegado locatário da Granja da Cruz dos Tordos  fica gravemente doente. Para distraí-lo da doença, ele pede para a governanta Ellen Dean contar a história do local. Então, a governanta passa a narrar a história das famílias Earnshaw  e Linton, logo após a adoção do pequeno órfão Healthcliff.

Healthcliff, o estranho órfão de origem desconhecida, recebe afeição do patriarca da família e de sua filha Catherine, o que causa ciúmes no primogênito, Hindley Earnshaw. Com a morte do Sr. e a Sra. Earnshaw, Hindley se torna o dono da propriedade e sujeita Healthcliff a diversas humilhações durante os anos. A única pessoa que apoia o órfão é Catherine. Eles crescem juntos e claramente são apaixonados. Porém, ao ouvir acidentalmente uma conversa de Catherine e Ellen Dean, Healthcliff deixa a cidade.

Poucos anos depois, Healthcliff volta misteriosamente rico e educado e Catherine está casada com o rico, sensível e bondoso Edgar Linton. Ela tenta manter uma saudável relação com ambos, no entanto, os conflitos entre os três acaba deteriorando a saúde de Catherine, que falece ao dar à luz a Cathy. Healthcliff, destruído pela morte da única pessoa que ama, decide se vingar tantos dos Linton quanto dos Earnshaw.

O romance é impossível de parar de ler, a paixão entre Catherine e Heathcliff é destruidora. A melhor qualidade do romance é a crueza dos seus personagens, os protagonistas são quase selvagens. Cada personagem tem uma característica única, o modo como falam e agem mostram claramente a educação e classe social de cada um.

É um daqueles livros clássicos da literatura que são super fáceis de ler, graças à vividez da imaginação (faz sentido isso?) da autora Emily Brontë.

A autora

Emily Brontë (1818-1848), a autora de O Morro dos Ventos Uivantes, lançou o livro sob o pseudônimo Ellis Bell, as irmãs Brontë escolheram propositalmente lançar suas obras com pseudônimos masculinos, uma decisão acertada. Os primeiros críticos do livro tinham certeza que o autor do livro era um homem, pela linguagem e paixões brutais dos personagens.

Quando um homem escreve algo, o que ele escreveu é julgado. Quando uma mulher escreve algo, ela que é julgada. – Emily Brontë

 

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